Operação contou com dois veículos do Ibama, dois da Força Nacional e um da Funai, com mais de 20 servidores (foto: Jandaia Caetano/Tv Sobrinho)
Jandaia Caetano/Tv Sobrinho –
A Fundação Nacional dos Povos Indígenas, através da sua coordenação de Comunicação Social, de Brasília, respondeu a Tv Sobrinho sobre a matéria Ibama realiza operação na Aldeia Porto Lindo e cacique Onésio cita clima tenso: “Comunidade assustada”(clique aqui e veja), veiculada no último dia 11.
No momento da ação, próximo ao Posto de Saúde Alídio, na Ivy Katu, em Japorã, a reportagem da emissora foi ignorada pela servidora responsável pela operação, do Ibama, que ordenou meia-volta e a saída do local. O servidor da Funai, Paulo Pereira da Silva, principal representante da Funai no local, também não atendeu a imprensa.
Após mais de cem mil visualizações nas suas redes (tvsobrinho.com.br, Facebook, Instagram e You Tube), a Funai se posicionou nesta sexta-feira (18) e apontou que acompanhou a Operação Ceres II, realizada pelo Ibama em parceria com a Força Nacional de Segurança Pública.
Por nota, a Funai disse que “o intuito da operação foi coibir práticas ilegais como o uso irregular de agrotóxicos, crimes ambientais e o arrendamento ilegal de terras”. A nota aponta que nos quatro dias de operação (9 a 12/09) houve fiscalização em dez pontos, com quatro autuações e um trator apreendido, entre outras ações.
O argumento sobre a preocupação com a saúde dos indígenas foi indicado pela Funai como preponderante para a ação.
“Segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde do Mato Grosso do Sul, entre 2021 e 2023, os casos de intoxicações por agrotóxicos dobraram naquele (sic) Estado. Esta é uma problemática que também tem afetado as populações indígenas da região”, disse a Funai.
No terceiro dia de operação, escutamos o Cacique Onésio, que afirmou:
“Denúncia de que tinha muita criança com problema de diarreia por causa de aplicação de herbicida ilegal e também muitos idosos com o mesmo problema, mas eles chegaram, tiraram as suas próprias conclusões e não era isso que estava acontecendo”.
Cacique da Aldeia Porto Lindo e retomada Ivy Katu, Onésio Dias, no último dia 11 (foto: Isabela Brischiliari/Tv Sobrinho)
A Funai também explicou que a sua coordenação regional, com sede em Ponta Porã, “acompanhou as diligências visando a interlocução em prol da proteção e a segurança das comunidades indígenas da região”. Porém, a principal reclamação dos indígenas escutados pela reportagem era do servidor da Funai, Paulo da Silva. Único a descer rapidamente do veículo no local, não se mostrou nada amigável com a imprensa e a comunidade presente.
Veja abaixo a nota da Funai, na íntegra:
“A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) informa que, entre os dias 9 e 12 de setembro, acompanhou a Operação Ceres II, coordenada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em parceria com a Força Nacional de Segurança Pública (FNSP), na Terra Indígena (TI) Yvy Katu, no município de Japorã (MS).
O intuito da operação foi coibir práticas ilegais como o uso irregular de agrotóxicos, crimes ambientais e o arrendamento ilegal de terras. No momento da ação, a Coordenação Regional da Funai de Ponta Porã (CR-PP) acompanhou as diligências visando a interlocução em prol da proteção e a segurança das comunidades indígenas da região.
Segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde do Mato Grosso do Sul, entre 2021 e 2023, os casos de intoxicações por agrotóxicos dobraram naquele Estado. Esta é uma problemática que também tem afetado as populações indígenas da região.
Durante a operação, conduzida dentro dos procedimentos legais, foram realizadas fiscalizações em 10 pontos, com quatro autuações, um trator apreendido, entre outras ações.
A Funai repudia qualquer ato de violência e ressalta que atua em diálogo com os indígenas da região para promover e proteger os seus direitos. A autarquia indigenista não compactua com práticas ilegais que coloquem em risco à saúde e a integridade física dos povos indígenas”.
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Não minha opinião a Funai não aceita os indígenas progredir, querer que vivem sempre na miséria, como antes venha e façam uma pequena visita e tirem suas conclusões para perceberem a evolução dos indígenas deste local. Será que os indígenas para de trabalhar a Funai vai dar todas as assistências necessárias?
Já presenciei muita vezes meu pai sendo ameaçado para tirar madeira para os brancos. Funai nunca fez nada .. ser comprometido realmente com povos indígenas eles não quer .. lamentável.. Cleber. Vc falou tudo… mas Deus está vendo tudo..no momento certo eles verão a justiça divina..👍
Não minha opinião a Funai não aceita os indígenas progredir, querer que vivem sempre na miséria, como antes venha e façam uma pequena visita e tirem suas conclusões para perceberem a evolução dos indígenas deste local. Será que os indígenas para de trabalhar a Funai vai dar todas as assistências necessárias?
Já presenciei muita vezes meu pai sendo ameaçado para tirar madeira para os brancos. Funai nunca fez nada .. ser comprometido realmente com povos indígenas eles não quer .. lamentável.. Cleber. Vc falou tudo… mas Deus está vendo tudo..no momento certo eles verão a justiça divina..👍