Mara Caseiro critica prisão de Bolsonaro, fala em “perseguição política” e defende anistia

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Foto: divulgação/Contribuinte

Luiz Guilherme Kalache/Contribuinte –

A deputada estadual Mara Caseiro (PSDB) se manifestou na última terça-feira (5) contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), classificando a medida como um “excesso cometido por quem deveria zelar pela Constituição”. Em nota publicada nas redes sociais, Mara afirmou que o caso escancara uma perseguição política disfarçada de justiça, criticou o Supremo Tribunal Federal e defendeu a anistia como um caminho para a pacificação nacional.

“Não se trata de passar pano para a ilegalidade. Se há crime, que se investigue, que se julgue, com isenção e respeito às garantias legais”

escreveu a deputada, antes de acusar o Judiciário de ter ultrapassado limites.

“O ativismo judicial virou rotina, e a democracia, um discurso de ocasião”, disse.

A declaração surge em meio ao avanço da aproximação de Mara com o Partido Liberal (PL), legenda à qual ela deve se filiar para disputar a reeleição em 2026. A deputada integra o grupo político do ex-governador Reinaldo Azambuja, que deve assumir o comando do PL em Mato Grosso do Sul nos próximos dias.

O posicionamento da parlamentar ocorre em sintonia com outras lideranças bolsonaristas que vêm denunciando “abuso de autoridade” por parte do Supremo e defendendo anistia para envolvidos nos atos de 8 de janeiro. “A Justiça precisa ser imparcial e não seletiva”, pontuou Mara, que ainda alertou: “O silêncio de hoje pode custar a liberdade de amanhã”.

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