“Conversas com Cinema” ajuda a transformar vida de detentas

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Cerca de 100 mulheres cumprem pena no regime semiaberto em Campo Grande

 

O projeto “Conversas com Cinema” está ajudando a transformar vidas dentro do Estabelecimento Penal Feminino de Regime Semiaberto e Aberto de Campo Grande.

Idealizada pela cineasta Geiciane Feitosa, a iniciativa exibe filmes e curtas-metragens brasileiros, promovendo acolhimento e reflexão através da sétima arte.

Além do cinema, a unidade penal oferece outros projetos para incentivar a educação, como a remição de pena por leitura.

As detentas também participam de palestras, atividades com psicólogos e rodas de conversa.

Atualmente, cerca de 100 mulheres cumprem pena no regime semiaberto em Campo Grande, e 90% delas exercem atividades laborais remuneradas.

A ação conta com o apoio da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário).

A cineasta, que iniciou sua jornada no Audiovisual da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), se inspirou durante seu estágio no projeto de extensão “O audiovisual na cidade: construindo o conhecimento a partir de imagens e sons”, liderado pela professora Daniela Giovana Siqueira, que levava sessões de cinema às escolas de Campo Grande.

Essa experiência a motivou a criar o “Conversas com Cinema” como seu TCC (Trabalho de Conclusão de Curso).

“Vi um potencial muito grande para as internas conhecerem como funciona o cinema.

Então, escrevemos um projeto para ser beneficiado pela “Lei Paulo Gustavo”, de incentivo à cultura, junto com meu colega de profissão Lukas do Nascimento.

Com essa verba, compramos materiais necessários e pagamos a participação de convidados”, detalha.

O projeto foca na exibição de produções regionais e nacionais, priorizando histórias que promovam reflexão e identificação com as vivências reais das detentas.

“Fazemos curadoria de filmes nacionais, explicamos todo o processo de produção e, após o filme, realizamos discussões”, pontua.

Uma das beneficiadas pelo projeto “Conversa com Cinema”, que atende, em média, 20 internas por sessão, R.S.D., de 56 anos, encontrou força para cumprir sua pena através das iniciativas oferecidas.

“Temos vários cursos aqui e a orientação das servidoras.

Esse projeto do cinema traz um incentivo pra gente.

Quando participamos, percebemos que somos importantes para a sociedade também”, afirma.

Fonte: Elaine Oliveira
Capital News

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