Estratégias para melhorar a produtividade no ambiente de trabalho

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 Danielle Ruiz
Os últimos três anos pós-pandemia trouxeram diversos desdobramentos para a saúde e isso impactou muito a relação dos brasileiros com o trabalho. Neste cenário, é papel das empresas repensarem a sua atuação visando a implantação ou o fortalecimento de uma cultura organizacional que valorize as boas práticas.
Segundo dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), no Brasil o tempo médio de trabalho semanal é de 43,5 horas semanais ou 8,7 horas diárias, mais do que em outros países como Estados Unidos, França e Dinamarca, motivo este que deve assegurar que o ambiente de trabalho seja  preservado e salutar.
No mês de junho, em que falamos justamente sobre meio ambiente e sustentabilidade, é fundamental destacar que para ser realmente “produtiva”, uma empresa precisa conseguir desenvolver diversos pilares, dentre os quais, podemos citar a inovação, a comunicação, a diversidade, a educação e principalmente o bem-estar.
Um relatório divulgado anualmente pela Microsoft apontou, em 2023, que 71% dos profissionais brasileiros estão optando por trabalhos que permitam que eles priorizem a saúde, o que significa um ambiente que dispõe de espaços colaborativos ou áreas para momentos de intervalo ou ainda que tenham opção pela jornada híbrida, intercalando empresa e homeoffice.
Quando pensamos em “ambiente” muitas variáveis podem afetar a qualidade do trabalho desenvolvido: questões sonoras, de temperatura, de tranquilidade, boa iluminação, ergonomia dos móveis e aparelhos e a conectividade. Esses são alguns itens que podem estimular a concentração, gerar maior conforto e ditar o ritmo dos resultados.
Pensar em um espaço corporativo mais harmônico e adequado às necessidades dos colaboradores e clientes precisa fazer parte dos valores, missão e propósito da empresa, e caminhar junto de outro tripé, que é o desenvolvimento humano. Para crescer em um mercado cada vez mais competitivo, temos que investir na capacitação de pessoas.
Sei que ainda existem mitos sobre a produtividade incorporados à cultura de inúmeras empresas, como “quanto mais melhor”, “os produtivos estão sempre ocupados”, “trabalhar sob pressão ajuda na produtividade”, “produtividade é ser multitarefas”, “trabalhe enquanto eles dormem”. Mas estudos já comprovam que nem sempre fazer mais é melhor. Precisamos definir o “como” e o “por que”.
Por isso, sou uma defensora da capacitação contínua, já que oferece aos colaboradores a oportunidade de aprimorar suas competências técnicas e comportamentais. Esse desenvolvimento ajuda não só na melhor execução de suas atividades na empresa, também fortalece seu vínculo (“vestir a camisa”) e amplia o conjunto de habilidades, preparando-os para assumir desafios mais complexos no futuro.
Como pode observar, o bom desempenho depende de uma construção contínua, feita de pequenas e grandes escolhas cotidianas. Alta performance não é um ato, é um hábito, não é apenas fazer da maneira certa, mas, planejar-se para ter um bom desempenho, é  alcançar seu máximo potencial como ser humano.
É importante a empresa ou instituição trabalhar a cultura com palestras, treinamentos, cursos e atividades cotidianas que possam desenvolver novas crenças e hábitos, permitindo um ambiente saudável e produtivo. Só assim vai conseguir manter a produtividade sem o adoecimento ou a rotatividade de funcionários, que leva a perda de grandes talentos (que é outro problema grave).
Não sou quem estou dizendo, mas o importante economista brasileiro Ricardo Paes de Barros, do Instituto Ayrton Senna, que diz assim: “cada real investido em educação tem dez vezes mais retorno”. Estudos internacionais comprovam que investir em educação é um bom negócio para todos, eu completo dizendo que, para as empresas, é vital para continuarem competitivas!
Danielle Ruiz, palestrante e coaching de alta performance, Master programação neurolinguística, Gestão de Equipes, A ciência do bem-estar pela Universidade de Yale.
 
Fonte: Rose Domingues
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