Enquanto os políticos arrumam desculpas para não aprovar o PDL 22, governo estadual gasta R$ 1,3 bilhão em emendas voluntárias

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Divulgação Antonio Tuccílio

A gestão João Doria/Rodrigo Garcia (PSDB – SP) aumentou a liberação de verbas políticas indicadas por parlamentares e feitas sem transparência. Também chamadas de emendas voluntárias, essas medidas chamaram a atenção do TCE (Tribunal de Contas do Estado), que teme falta de controle nos gastos do governo estadual. De acordo com dados do relatório do próprio tribunal, até julho de 2021 as emendas voluntárias atingiram quase R$ 1,3 bilhão – aumento de 595% em relação ao total do ano anterior.

As emendas voluntárias não são as únicas que aumentaram. O Orçamento de 2022 também entra no páreo: R$ 286,7 bilhões, o maior da história paulista. Vamos combinar que é valor gigantesco. Mas, mesmo assim, os deputados paulistas alegam que não há espaço para aprovação do PDL 22, projeto que anula os descontos adicionais sobre aposentadorias e pensões de servidores públicos estaduais. A justificativa é que isso geraria um grande impacto na economia paulista. Balela.

Se aprovado, o PDL 22 teria reflexo de R$ 2 bilhões. Na comparação com o valor do Orçamento, dá menos de 1%.

Os deputados continuam empurrando o projeto com a barriga. Sinceramente, é revoltante. O PDL já foi aprovado, preliminarmente, pela Comissão de Finanças e Orçamento da Assembleia e agora é preciso que seja colocado na pauta dos trabalhos para decisão do plenário em regime de urgência. Mas isso não acontece. Simplesmente os políticos ignoram nossas reivindicações.

O PDL 22 precisa ser aprovado. E logo.

 

 

*Antonio Tuccilio; Presidente da Confederação Nacional dos Servidores Públicos (CNSP)

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