Avôdrasto ameaçava matar a namorada caso neta de 11 anos denunciasse estupros que sofria

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As duas crianças de 6 e 11 anos, que teriam sofrido abusos por parte do ex-namorado da avó, foram ouvidas em depoimento especial na Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente). Além de confirmar ao menos três estupros, a menina ainda disse que o homem ameaçava matar a avó dela, caso ela contasse sobre os crimes.

Conforme a delegada Anne Karine Trevizan, da Depca, a menina de 11 anos confirmou que sofreu três abusos por parte do ex-avôdrasto, em 2021. Já o primo, de 6 anos, não confirmou os estupros no depoimento, mas as investigações continuam e outras pessoas também serão ouvidas sobre o caso.

anne - Avôdrasto ameaçava matar a namorada caso neta de 11 anos denunciasse estupros que sofriaDelegada Anne Karine – Foto: Nathalia Alcântara/Midiamax

O menino, inclusive, morava com o suspeito na casa, junto com a avó, enquanto a menina morava com os pais e só visitava a avó. Para a polícia, ela contou que todas as vezes que ia para a casa da avó, o suspeito dava um jeito de ficar sozinho com ela em um quarto, quando aconteciam os abusos.

Há suspeita de que a avó seja conivente com os estupros, conforme relatado pela mãe na delegacia, mas ainda é investigado se ela realmente sabia dos crimes cometidos pelo namorado ou se era ameaçada pelo companheiro para não contar. A menina ainda revelou que o homem ameaçava matar a avó da criança, caso ela denunciasse os crimes.

O caso só foi descoberto porque a mãe da criança mencionou o nome do suspeito e a menina começou a chorar, quando a mulher questionou o que tinha acontecido. Assim, a vítima revelou os estupros, chegando a dizer que o primo também era estuprado.

A vítima chegou a dizer que a avó saberia dos crimes, mas pedia para que ela não contasse. A delegada Anne ainda ressaltou a importância da família em observar as crianças, para identificar qualquer sinal de que ela possa ser vítima de algum abuso.

Esses sinais podem ser verificados no desempenho escolar, por exemplo, ou ainda se a criança está mais reclusa, se começa a usar roupas que escondam mais o corpo ou mesmo se demonstram repulsa ou medo por algum parente ou amigo da família.

 

 

 

Caso é investigado na Depca – Foto: Nathalia Alcântara/Arquivo Midiamax

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