“Isso nunca deu em nada e não vai ser hoje”, disse homem preso por injúria racial contra PM em Campo Grande

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Alexsandro foi conduzido para a delegacia por perturbação e ameaça

“Eu sou ‘cadeieiro’. Já fui preso ontem. Isso nunca deu em nada e não vai ser hoje que vai dar e assim que eu sair daqui, vou  matar vocês. Todo dia eu vou para a delegacia por desacato e nunca dá nada porque eu tenho influência”. As frases são do mecânico Alexsandro Francisco Cordeiro, 42 anos, que, certo da impunidade e com mais de trinta passagens pela polícia, foi preso em flagrante na noite de sexta-feira (15), em Campo Grande, pelo crime de injúria racial.

A princípio, Policiais Militares foram acionados por conta de uma série de ameaças, importunações e até assédio sexual cometidos pelo homem na praça de alimentação de um supermercado na Avenida Brilhante, bairro Bandeirantes.

A confusão começou por volta das 21h. Faltava pouco para que o supermercado encerrasse o expediente quando Alexsandro saiu da praça e passou importunar uma mulher que estava do lado de fora, aguardando o marido.

Sentindo-se ameaçada pelo homem, ela então optou por acionar o 190. “Chegou me cheirando e quando foi repreendido, passou a ser agressivo, desferindo palavras de baixo calão e se aproximando cada vez mais. Tive medo que ele me agredisse fisicamente e por isso não pensei duas vezes antes de ligar para a polícia militar”.

Nem mesmo a presença do segurança do prédio ou do marido da vítima, foram suficientes para intimidar o homem, que chegou a ameaçá-los de morte. Com a chegada da Polícia Militar, o homem começou a mostrar marcas de algemas da noite anterior quando, segundo ele, já tinha sido preso. “Vocês vão me levar de novo? Mas o que foi que eu fiz?”, dizia, demonstrando visível estado de embriaguez.

De acordo com funcionários do local, Alexsandro é velho conhecido do prédio por criar situações semelhantes nas proximidades. “Vocês precisam ver o que ele fez aqui no domingo passado”, disse uma senhora que não será identificada.

As vítimas optaram por ir até a delegacia para prestar queixa contra o acusado que, ao ser conduzido para a Cepol (Centro Especializado de Polícias Integradas) do bairro Tiradentes, onde seria ouvido,  acabou preso em flagrante pelo crime de injúria racial ao se dirigir para o comandante da operação como “seu preto, Toddynho”. Na ocasião, ele chegou a dizer que os policiais eram todos “safados, vagabundos, corruptos” e que ao sair iria matar a todos.

“Eu  fiz o B.O. também pela falta de respeito com vocês e com a minha guarnição. Eu, como comandante da guarnição, não podia aceitar a falta de respeito dele com vocês e os prestadores de serviço do supermercado além dos meus comandados. Principalmente pela questão racial, porque se ele faz com um, faz com todos, afirmou.

“Não pensei duas vezes antes de acionar a polícia porque temos visto cada vez mais atrocidades cometidas contra mulheres e eu não quero fazer parte desta estatística. Acho que nós, mulheres, precisamos saber como nos defender e a primeira delas é chamar a força policial antes que o pior aconteça. Homens como esse representam um sério risco à sociedade, é preciso se preservar”, afirmou a vítima.

 

 

Fonte: CapitalNews

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