‘Vai pegar uma situação que não é fácil’, diz Mourão sobre novo presidente da Petrobras

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O vice-presidente da República, Hamilton Mourão UESLEI MARCELINO/REUTERS

O vice-presidente Hamilton Mourão comentou nesta terça-feira (24) a indicação de Caio Mario Paes de Andrade como novo presidente da Petrobras. Para ele, o gestor terá o desafio de lidar principalmente com a questão do custo dos combustíveis, já que a estatal adota a política do Preço de Paridade Internacional (PPI), que faz com que o valor cobrado pela gasolina, etanol e diesel acompanhe a variação do preço do barril de petróleo no mercado internacional.

“Ele tem competência, mas vai pegar uma situação que não é fácil. Porque, já comentei várias vezes com vocês, o problema do preço do petróleo está ligado à situação internacional, essa flutuação por causa do conflito da Ucrânia, a saída da Rússia do mercado, os nossos problemas internos aqui”, disse.

Entre as questões internas, o vice-presidente afirmou que o Brasil não tem capacidade de refino suficiente em relação ao que é produzido. “Transportamos grande parte do nosso combustível em caminhão, falta duto aqui, que poderia baratear o transporte. Não é tão simples esse problema.”

Mourão também declarou que as oscilações do mercado internacional não são boas para o mercado brasileiro. “Numa semana o barril [de petróleo] vai para US$ 112, na semana seguinte ele cai pra US$ 98. Se vai ficar nesse zigue-zague fica ruim.”

Prédio da Petrobras
Prédio da Petrobras FERNANDO FRAZÃO/AGÊNCIA BRASIL

Para Mourão, as constantes mudanças na presidência da Petrobras não são uma “intervenção” do governo na estatal. “Está dentro da atribuição do presidente, ele tem a prerrogativa de nomear o presidente da Petrobras”, disse o vice-presidente. Para o vice, o processo até que Paes assuma o cargo deve ocorrer em 30 a 40 dias.

Formado em Comunicação Social pela Universidade Paulista, Paes tem pós-graduação em Administração e Gestão pela Universidade Harvard e é mestre em Administração de Empresas pela Universidade Duke, ambas nos Estados Unidos. Ele também atuou à frente do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro).

 

 

 

Fonte: R7.com

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