MPF pede suspensão de divulgação de pesquisa com indício de irregularidade em Mato Grosso do Sul

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O Ministério Público Federal move ação pedindo suspensão da divulgação de uma pesquisa de opinião para o governo do estado de Mato Grosso do Sul, que havia sido registrada no dia 4 desse mês e divulgada no dia 8, no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), sob o número MS- 0600053-21.2022.6.12.0000, pelo Instituto Ranking Brasil.

O Instituto Ranking Brasil é responsável por mais de 50 pesquisas realizadas em Mato Grosso do Sul, todas pagas pelo próprio Instituto, com o custo total de R$ 452.000,00, além de todas serem assinadas pelo mesmo estatístico, Augusto da Silva Rocha. O profissional é investigado pela participação na elaboração de pesquisas fraudulentas em vários estados do país.

No parecer, a Procuradoria Eleitoral acrescentou na decisão de impugnação da pesquisa eleitoral um pedido para que o Instituto Ranking Brasil comprove sua capacidade financeira de ficar financiando as próprias pesquisas eleitorais. O MPF expressamente indicou a forte característica de fraude eleitoral pelo Instituto.

Estatístico do Instituto Ranking Brasil

Segundo levantamento publicado pelo jornal O Globo em outubro de 2020, Augusto Rocha já havia coordenado 937 pesquisas eleitorais, a maioria financiada pelos próprios institutos, o que tem levantado suspeitas sobre a origem dos recursos para realização das pesquisas. Por isso, o Conselho Federal de Estatística abriu um procedimento interno em outubro de 2020 para investigar Augusto Rocha por coordenar essas 937 pesquisas eleitorais, diante das suspeitas de irregularidades.

Proprietário do Instituto Ranking Brasil

Em 2016, o empresário Antônio Ueno, foi condenado pela Justiça Eleitoral a pagar R$ 5 mil de multa por remunerar o Facebook com o objetivo de impulsionar pesquisa eleitoral onde na época o candidato Marquinhos Trad (PSD) aparecia em primeiro lugar nas intenções de voto. Não é a primeira vez que o empresário é condenado pela Justiça Eleitoral.

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