Bilionário russo que seria ligado à Putin anuncia que deixa o comando do Chelsea

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Sem citar a guerra na Ucrânia, Abramovich anunciou que está deixando o comando do Chelsea

Por Marco Eusébio

Sob pressão no Reino Unido por sua relação próxima com o líder da Rússia, Vladimir Putin, o empresário russo Roman Abramovich anunciou semana passada (26) que está entregando o comando do Chelsea, clube de futebol inglês que controla desde 2003 e no qual investiu mais de 2 bilhões de libras em quase 20 anos. O governo britânico tinha anunciado na quinta-feira sanções contra empresários russos, após a invasão à Ucrânia. No mesmo dia, o deputado Chris Bryant, do Partido Trabalhista do Reino Unido, revelou documentos de 2019 do governo britânico que ligam Abramovich ao governo Putin, e pediu na Câmara dos Comuns que o empresário fosse afastado do clube, como parte das sanções contra a Rússia. O deputado disse que o empresário já admitiu em processos judiciais que pagou por influência política, que teria vínculos com o Estado russo e associação com atividades e práticas corruptas. Ele seria um dos 35 oligarcas identificados pela oposição na Rússia como do círculo de apoio de Putin. “Sempre tomei decisões com o melhor interesse do clube no coração. Continuo comprometido com esses valores. É por isso que hoje estou dando aos curadores da Fundação de caridade do Chelsea a administração e os cuidados do Chelsea FC. Acredito que atualmente eles estão na melhor posição para cuidar dos interesses do Clube, jogadores, funcionários e torcedores”, diz trecho da nota publicada no site do clube, em que o russo não faz qualquer citação à invasão na Ucrânia ordenada por Putin. (Com GE)

Fonte: Capital News

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