Manchester City registra maior receita operacional entre os campeões da Europa, diz KPMG

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Uma pesquisa realizada pela KPMG indica que o desempenho financeiro dos campeões das oito principais ligas da Europa continua severamente impactado pela covid-19, com exceção do Manchester City.

De acordo com a 6ª edição do “The European Champions Report”, quase todos os grandes clubes registraram prejuízos ao longo da temporada encerrada em junho passado, mas o time inglês conseguiu registrar crescimento anual nas receitas operacionais e ainda superar o apurado no período pré-pandemia.

O levantamento aponta ainda que as equipes que conseguiram contar com pagamentos atrasados de transmissão — tanto em relação a jogos adiados da temporada anterior, quanto aqueles capazes de avançar ainda mais nos torneios — tiveram aumento de receita total.

O Manchester City, por exemplo, se beneficiou por chegar à final da Liga dos Campeões da UEFA pela primeira vez na história. Com este feito, os ingleses arrecadaram quase 100 milhões de euros a mais em receitas totais do que em 2020, encerrando o período com alta de 17% e receita superior a 644 milhões de euros — superando até o rival Manchester United, que encerrou 2021 com total de 557 milhões.

A publicação também indica que o Atlético de Madrid registrou um prejuízo líquido de quase 112 milhões de euros, principalmente devido à redução de operações de venda de jogadores. Segundo a pesquisa, os clubes com pior desempenho nas receitas operacionais foram o Ajax, com retração de 23% e prejuízo de 37 milhões de euros, e o Beşiktaş, com perdas de 15 milhões de euros e queda de 21%.

Por outro lado, a Inter de Milão cresceu 19% em relação a 2020 e mesmo assim encerrou o período quase 20 milhões de euros abaixo dos resultados da última temporada pré-covid.

“A perda de receita com bilheteria, o aumento dos custos operacionais e os baixos lucros das atividades de negociação de jogadores levaram os clubes a este cenário em que prejuízos são mais frequentes. No entanto, a tendência é positiva conforme a pandemia dá sinais de melhora”, resume o sócio-líder de mídia e esportes da KPMG no Brasil, Francisco Clemente.

Impacto na bilheteria foi a principal causa de prejuízos

De acordo com a 6ª edição do “The European Champions Report”, as receitas de bilheteria foram praticamente eliminadas, uma vez que esse fluxo foi o mais afetado pelas restrições provocadas pela pandemia. Para efeito de comparação, na última temporada antes da covid-19, os oito clubes pesquisados lucraram um total de 359 milhões de euros com público.

“Embora a reabertura dos estádios e alguns grandes acordos comerciais assinados recentemente possam fornecer algum otimismo para as temporadas atuais e futuras, a pandemia escancarou problemas de sustentabilidade financeira e a fragilidade do ecossistema do futebol como um todo. Tais dificuldades reforçam a importância de revisão dos calendários de jogos, medidas de controle de custos e mudanças na governança das competições, no âmbito global, inclusive no Brasil”, observa Clemente.

 

 

 

Fonte: Gazetaesportiva.net

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