Lula e Bolsonaro no 2º turno, por Júlio César Cardoso

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O ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, afirmou em entrevista dada em 6/02 que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o atual presidente Jair Bolsonaro (PL) estarão no segundo turno das eleições e que a disputa representará um duelo pela menor rejeição.

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Júlio César Cardoso

“Acho impossível Lula e Bolsonaro não estarem no segundo turno”, afirmou em entrevista exibida pela BandNews TV e pela Band, descartando a chance de sucesso de uma terceira via na corrida presidencial.

“Vai ser uma disputa de rejeição”, disse. “Acho que quem tiver maior capacidade de trazer esperança para as pessoas e de mostrar o que aconteceu, o que foi feito e o que pode ser feito é quem vai ganhar essa eleição. E por isso acredito na reeleição do presidente”, complementou. Fonte: Folha.

CONSIDERAÇÕES:

O governo joga a toalha vaticinando a sua provável derrota. Se o governo fosse brilhante e apresentasse resultados positivos de sua administração, certamente teria respaldo popular e estaria agora orgulhoso dizendo que seria eleito em primeiro turno.

Com água já inundando a canoa do presidente Jair Bolsonaro, o governo capitula e já se contenta em disputar com Lula o segundo turno.

É surpreendente a ressurreição de Lula pelo negacionismo e incompetência administrativa de Jair Bolsonaro, o qual, pusilânime, deu oxigênio para Lula respirar e aspirar novamente ao Planalto, infelizmente.

Na verdade, Lula e Bolsonaro se preocupam com o fantasma da figura moralista do ex-juiz Sérgio Moro, que, correndo por fora, representa um pesadelo diário para ambos, além de ser a única alternativa positiva brasileira de contar com uma nova cabeça política limpa, sem os vícios da velha guarda política, e capaz de combater a corrupção política sistêmica, que tanto empobrece o país e mantém o quadro de miserabilidade nas camadas mais necessitadas de nossa República.

Não pode ter credibilidade um governo que se apresentou com a bandeira da moralidade e logo em seguida foi se sentar no colo do Centrão, grupo de partido político que o general Augusto Heleno, integrante do governo, chamou de ladrão: “Se gritar pega Centrão (ladrão) não fica um, meu irmão”.

Moro é o único candidato capaz de trazer esperança ao Brasil. Já mostrou competência e coragem à frente da Lava Jato, condenou corruptos à cadeia e, sob o seu comando, bilhões de reais foram repatriados, ilicitamente desviados dos cofres públicos.

 

 

*Júlio César Cardoso;  Servidor federal aposentado  –  Balneário Camboriú-SC

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