Treino da Ponte Preta no CT é interrompido por ataque com bombas: “Bandidos”, diz Camilo

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Treino da Ponte é interrompido por ataque com rojões no gramado — Foto: Divulgação PontePress

A crise da Ponte Preta, lanterna da Série B com um ponto em 15 possíveis, teve um capítulo lamentável nesta segunda-feira: o treino foi interrompido por um ataque com bombas e rojões ao CT do Jardim Eulina.

Em nota, o clube disse que morteiros foram atirados em direção ao gramado por pessoas às margens da Rodovia Anhanguera enquanto o time se preparava para enfrentar o Operário, nesta terça, às 19h, no Majestoso.

– A Ponte Preta condena e refuta veementemente o ataque criminoso ocorrido nesta manhã ao CT do Jardim Eulina, no final da manhã, durante o treinamento dos atletas. A instituição enfatiza que não se trata de nenhuma ação de torcedores insatisfeitos, mas, sim, de vandalismo praticado por marginais que, de posse de um veículo de cor vermelha, pararam na Rodovia Anhanguera e jogaram bombas e morteiros no gramado do CT.

O meia Camilo se manifestou nas redes sociais, fazendo referência à morte do boliviano Kevin Espada, de 14 anos, atingido por um rojão durante o jogo entre São José e Corinthians, pela Libertadores de 2013. O capitão alvinegro também chamou de “bandidos” os responsáveis pelo ataque no CT da Ponte.

Camilo, meia Ponte Preta, postagem — Foto: Reprodução Redes Sociais

Ninguém ficou ferido, mas o episódio assustou quem estava presente no local. Jogadores e integrantes da comissão técnica correram para o vestiário.

Segundo o comunicado e relatos de pessoas ouvidas pela reportagem, um dos morteiros passou perto de atletas. O fato acontece dois dias depois da derrota no dérbi para o Guarani por 1 a 0, no último sábado. Na véspera do clássico, aliás, torcedores de organizadas foram ao CT para se reunir com o elencode forma pacífica na oportunidade e com o consentimento da diretoria.

O clube também informou que “a segurança da Ponte Preta já tinha recebido informações anônimas sobre possibilidade de ataque e antecipadamente acionou a polícia, que estava na entrada do CT quando ocorreu o ataque”. O grupo já tinha se reapresentado no domingo.

– Todas as medidas legais já estão sendo tomadas pela Ponte Preta. A Polícia está esclarecendo os fatos e levantando a identificação do quarteto, inclusive junto a testemunhas que viram de perto a ação na pista, e um segundo carro que teria participado da ação, “escoltando” o primeiro veículo, já teve as placas identificadas.

Foto divulgada pela Ponte mostra policiamento no CT do Jardim Eulina — Foto: Divulgação PontePress

O elenco já tinha sofrido um ataque violento durante o Campeonato Paulista. Após a derrota por 1 a 0 para a Inter de Limeira, em 26 de abril, pedras foram arremessadas no ônibus.

Em entrevista recente, o presidente Sebastião Arcanjo, o Tiãozinho, classificou como “aberta, democrática e transparente” a relação com as uniformizadas da Ponte e citou que “existem pessoas destacadas na diretoria para se reunir com torcedores de forma muito regular”.

– Essa semana tiveram reuniões de organizadas com o Gilson, com o Alarcon e com outros diretores da Ponte. Entendemos que era necessário manter esse diálogo. Mas tem algo que aprendi no futebol. Diálogo é sempre importante, conversa franca e sincera é fundamental. Mas o que conta mesmo no fim é o campo. Se o campo está bem, as coisas fluem com naturalidade. Se as coisas não acontecem em campo, o tom da crítica aumenta, e precisamos ter maturidade para lidar com esses momentos de adversidades – afirmou Tiãozinho na oportunidade.

Veja abaixo a nota da Ponte na íntegra:

“A Ponte Preta condena e refuta veementemente o ataque criminoso ocorrido nesta manhã ao CT do Jardim Eulina, no final da manhã, durante o treinamento dos atletas. A instituição enfatiza que não se trata de nenhuma ação de torcedores insatisfeitos, mas, sim, de vandalismo praticado por marginais que, de posse de um veículo de cor vermelha, pararam na Rodovia Anhanguera e jogaram bombas e morteiros no gramado do CT.

Um dos artefatos passou bem próximo e estourou perto dos atletas em treinamento. A segurança da Ponte Preta já tinha recebido informações anônimas sobre possibilidade de ataque e antecipadamente acionou a polícia, que estava na entrada do CT quando ocorreu o ataque e perseguiu os bandidos, que escaparam pela Rodovia Anhanguera. Todas as medidas legais já estão sendo tomadas pela Ponte Preta.

A Polícia está esclarecendo os fatos e levantando a identificação do quarteto, inclusive junto a testemunhas que viram de perto a ação na pista, e um segundo carro que teria participado da ação, “escoltando” o primeiro veículo, já teve as placas identificadas”.

Fonte: Globo.com

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