O grão da felicidade, com Fernanda Viana

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O grão-de-bico (Cicer arietinum L.) é uma leguminosa, assim como o feijão, lentilha, ervilha e soja, utilizada com frequência na culinária vegetariana e está ganhando cada vez mais espaço em receitas e produtos alimentícios.

Em termos nutricionais, é considerado uma excelente fonte de proteínas, carboidratos, minerais, vitaminas e fibras, diferencia-se de outras leguminosas por sua melhor digestibilidade, baixo teor de substancias antinutricionais, além de apresentarem alta disponibilidade de ferro, sendo considerado um alimento de elevado valor nutricional e utilizado de maneira crescente na prevenção do diabetes mellitus, das dislipidemias, câncer de cólon e osteoporose, no controle da pressão arterial e regulação glicêmica.

Conhecido também como o grão de felicidade pela presença de triptofano (aminoácido essencial utilizado pelo organismo para a produção da serotonina), sendo responsável pela ativação dos centros cerebrais relacionada com a sensação de bem-estar e satisfação.

O grão-de-bico pode ser consumido de diversas formas como, por exemplo, torrado, cozido, pastas, caldo, conserva ou também em forma de farinha. De sabor suave e consistência macia após o cozimento, sua versatilidade tende a agradar a muitos. Na sopa, na salada, na sobremesa ou até como um lanche intermediário.

Para o consumo sempre deverá ser submetido a cocção. Até mesmo quando torrado, a recomendação é cozinhar por alguns minutos para melhor digestão. Em relação a tirar ou não a casca, a diferença será na textura da preparação, sendo uma preferência de cada individual.

Vale ressaltar apenas para o excesso de fermentação que o grão pode proporcionar no intestino. Caso o indivíduo apresente dificuldade na digestão, aparecimento de gases e desconforto abdominal, deve-se deixar o grão de molho por 12 horas, descartar a água e retirar a casca para o consumo.

Por fim, a recomendação é uma colher de servir ou 3 colheres de sopa/dia, podendo substituir o feijão nas refeições, sendo um grão excelente para variar o arroz com feijão do dia a dia.

*Mestra em Alimentos, Nutrição e Saúde – Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), Especialização em Nutrição Esportiva pela faculdade de Ensino Superior de São Miguel do Iguaçu – FAESI e Pós-graduação em Terapia Nutricional, Nutrição Clínica e Fitoterapia pela Faculdade Ingá- Maringá (PR). Escreve para o Dourados News. 

 

 

Fonte: DouradosNews

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