CPI da Covid e democracia brasileira em perigo

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Divulgação - Júlio César Cardoso

Os curandeiros de plantão, obscurantistas tipos charlatães, como se comportam atropa de choque, escalada para defender o presidente Jair Bolsonaro, foram surpreendidos, em 02/06/2021, na CPI da Covid, pela competência profissional da médica infectologista Dra. Luana Araújo – ex-secretária que deixou o governo antes de assumir -, que destruiu todas as investidas frágeis dos pífios e pusilânimes senadores, propagandistas da cloroquina e de outras idiotices, Marcos Rogério, Luís Carlos Heinze, Marcos do Val, Eduardo Girão etc.

Como tão bem se posicionou a Dra. Luana, ciência não é opinião de quem quer que seja como entendem Bolsonaro & cia.

Se o kit Covid fosse eficiente, por exemplo, o truão deputado Osmar Terra, bem como o presidente Bolsonaro e Eduardo Pazuello não teriam se contaminado pelo vírus.

O respeito a posições contrárias é do espírito democrático. Mas a ciência não pode ser tratada como experimentos de alguns terraplanistas.

A Dra. Luana pautou, com muita propriedade, que as suas posições na área da saúde são técnicas e condizentes “aos maiores especialistas do mundo”. E disse mais “Eu não estou aqui sozinha, eu represento uma classe enorme desse país de cientistas muito sérios”.

E, em resposta ao senador terraplanista Marcos Doval, disse “Eu respeito todos os meus colegas, senador, e louvo o esforço que todos têm feito, mas existe uma diferença entre respeito e responsabilização, que é uma coisa que todos nós respondemos”.

O Brasil do coronavírus passa por um momento muito grave, em que o presidente da República implanta a sua forma de governar com autoritarismo, mentiras, desrespeito às pessoas, às entidades, à ciência.

E tudo isso indica respaldado no Exército, como agora ficou evidenciado com a atitude do Comandante do Exército, general Paulo Sérgio, ao livrar de punição, arquivando o processo disciplinar, o general Eduardo Pazuello, que participou de manifestação político-partidária ao lado do presidente Bolsonaro no RJ, abrindo um precedente gravíssimo doravante para que nenhum militar possa ser proibido de participar de evento político-partidário.

Quando o presidente da República interfere nas Forças Armadas, é porque a democracia brasileira corre perigo.

 

 

*Júlio César Cardoso, Servidor federal aposentado – Balneário Camboriú-SC

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