O adeus a quem tanto amei Rosildo Barcellos

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O tema da edição do Movimento Maio Amarelo 2021 é: “RESPEITO E RESPONSABILIDADE: PRATIQUE NO TRÂNSITO”.E tive a ideia de lembrar do respeito e a paixão que os brasileiros tem por um carro muito especial. São realmente inúmeros os apaixonados pelo Brasil, que tem muitas histórias para contar e tiveram suas famílias sustentadas pela labuta em uma kombi. É certo que o Brasil foi o último mercado do mundo a produzir a Kombi. Entretanto urge ressaltar, que a decisão da Volkswagen de interromper a produção, foi tomada justamente porque o veículo não cumpriria as regulamentações de segurança que entraram em vigor no primeiro dia de 2014 – e que incluem preponderantemente, a exigência de que os carros saiam da fábrica com duplo “airbag” e freio ABS (sistema que evita a derrapagem das rodas durante a frenagem).Se considerássemos o desenho atual, apesar do grande conforto diferenciado para o ato de dirigir e visão da pista de rolamento, os airbags seriam inflados para cima, tornando ineficaz o funcionamento dos mesmos.Last Edition. “Última Edição”. Será com esse sobrenome que a Volkswagen Kombi se despediu do mercado brasileiro após 56 anos. Alguns sentirão saudades principalmente do motor 1.4 Total Flex, que rende 80 cavalos com etanol. Foi num dia 19,um pouquinho depois do almoço, por volta das 13:00h, que a última Kombi ( foram somente 1200 aquele ano) saiu da linha de montagem na fábrica da Volkswagen na rodovia Anchieta, São Bernardo do Campo/SP. Despedida digna depois de mais de 1,5 milhão de unidades produzidas, 63 anos de mercado brasileiro, 60 anos de montagem no país e 57 anos de produção seriada. Historicamente ela foi o primeiro veículo produzido pela Volkswagem no Brasil, antes mesmo do não menos famoso Fusca. Foi idealizada pelo holandês Ben Pon na década de 1940, que projetou a combinação do Volkswagen Sedan em um veículo de carga leve. Lançada na Alemanha em 1950, o modelo era equipado com motor 4 cilindros 1.200 com refrigeração a ar que dava a garantia de curiosidade é que a última kombi tem o final do seu chassi EP022526. Pra quem gosta de história fica claro perceber que os trabalhadores das fábricas brasileiras construíram não só suas vidas ao produzirem a Kombi, mas também as de milhares de outros brasileiros, que graças às características exclusivas deste automóvel resistente e evidentemente feito para trabalhar, reuniram seus esforços, suas ambições,seus sonhos e seus talentos para abrirem negócios ou prestarem serviços que ajudaram a erguer sonhos por esse país afora, onde apenas a clássica “perua” tinha condições de oferecer um custo-benefício que não havia nos concorrentes.Pra quem gosta de curiosidade, o nome Kombi é uma abreviação, adotada no Brasil, para o termo em alemão Kombinationsfahrzeug, que em português significa “veículo combinado”. Mas não combinaram que ela não iria deixar saudades. Enfim, nesta semana do trânsito lembro que ela nos deixou sem ver um rival que a tenha sobrepujado. Não houve traições…só amores. Desde as crianças em idade escolar até o adulto em trabalhos de feiras livre. Destarte parece-me ser esta a geração de automotores que o Brasil jamais esquecerá, por tudo que ela representa (ainda); para as famílias brasileiras.

*Articulista com 1402 artigos publicados. Poeta. co-autor de quatro livros no prelo:

VERSOS VIVOS:POESIA PRESENTE! 50 ANOS DO GRUPO ALEC, a ser lançado em Corumbá/MS; 2ª Edição “Coletânea Poesia de Quarta” a ser lançado na Paraíba, “Coletânea TVR Cultura “O amor não se vê com os olhos mas com o coração” , Antologia de poemas “Flor do Plátano”a ser lançado no Rio Grande do Sul e o E- Book – QUINTAL POÉTICO – A VOZ QUE SE MANISFESTA NA POESIA.

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