Wilson Aquino redigi o artigo com o tema: “Como somos frágeis II”

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Divulgação

Perdi meus pais precocemente. Ela aos 46 anos e ele aos 66. Ambos, para o câncer, provocado pelo consumo de cigarro. E ao longo de meus quase 64 anos de vida, 43 dos quais dedicados ao jornalismo, tenho testemunhado a partida de valiosas vidas por conta principalmente de escolhas erradas de uso e consumo de produtos impróprios para o bem-estar físico e mental, ou de atividades de risco desnecessário como o excesso de velocidade de automóveis e motocicletas, que todos os dias fazem vítimas fatais na sociedade.

Somos frágeis e demoramos para concluir isso e mais ainda para estabelecer uma vida previdente, de valorização de cada instante do tempo que Deus nos permite que estejamos aqui.

Em relação ao câncer de pulmão, provocado pelo consumo de cigarro, é lamentável que ainda hoje, com toda propaganda negativa contra esse produto e o conhecimento detalhado das inúmeras consequências à saúde daqueles que dele fazem uso, ainda temos incontáveis jovens e adultos adeptos a esse vício mortal.

No leito hospitalar, meu pai, um ex-militar da Marinha do Brasil, um homem forte e de bem com a vida me confidenciou:

– Sabe, filho! Se houvesse apenas uma coisa que eu pudesse mudar em toda a minha vida passada, seria nunca ter colocado um cigarro na boca.

Já era tarde, pois já havia perdido metade de seu pulmão e o restante, naquele momento, estava bastante comprometido. Alguns dias depois ele se foi. Porém, não sem antes nos abençoar e reforçar sua educação de que nunca (eu e irmãos) deveríamos ser viciados em coisa alguma que prejudicasse nossas boas condições físicas, mentais e espirituais.

Por isso vejo com tristeza jovens e adultos abusarem de tantas substâncias nocivas ao organismo e também com ações ousadas e indevidas como se seus corpos fossem imortais.

O vício é uma coisa dominante e terrível. Tenho um amigo que tinha um bom emprego, uma ótima esposa que também trabalha e o ajudava na manutenção do lar onde criavam duas filhas. Aos poucos ele foi cedendo ao vício do álcool, até que chegou a um ponto em que teve que escolher: a bebida ou a família. Preferiu continuar o vício, para tristeza de todos, especialmente da mulher e filhas.

E não houve falta de ajuda para tentar resgatá-lo. A família e até a empresa onde trabalhava, financiaram sua permanência numa casa especializada na recuperação de alcoólatras, no interior de São Paulo, com todas as despesas pagas, por meses. Quando saiu, voltou logo à velha rotina. Hoje vive nas ruas pedindo esmolas.

Também já testemunhei incontáveis casos com final feliz. Vi muitos viciados e pessoas que insistiam em viver em perigo, como se fossem indestrutíveis, e que quando estavam prestes a perder seus maiores tesouros da vida (a própria vida e a de familiares) resolveram abandonar as coisas erradas que faziam e voltar a viver com disciplina, dignidade e alegria.

O maior remédio contra todos os vícios, contra toda maldade que impomos a nós mesmos e aos outros, inquestionavelmente é Deus. Isso mesmo! Ele e somente Ele tem o poder de transformar absolutamente todo e qualquer indivíduo “da água para o vinho”, de um instante para outro, para melhor. Para muito melhor do que o indivíduo jamais foi.

Para isso, é necessário que a parte interessada queira buscar Nele a salvação. É preciso, é necessário, é vital, que a pessoa, ou qualquer indivíduo que queira ajuda, de qualquer natureza, para se curar e se tornar uma pessoa melhor e mais saudável, busque Deus em seu próprio interior. Ao encontra-Lo, poderá receber e testemunhar bênçãos e milagres.

Quem já não ouviu casos de pessoas que chegaram “ao fundo do poço” e depois de buscar em vão saídas por intermédio de diversos meios, encontraram em Deus a salvação?

Um conhecido contou que sua família estava há anos vivendo o caos, até que ele resolveu cair de joelhos em lágrimas, elevando as mãos e rosto aos céus e dizer: “Senhor, se o Senhor existe mesmo, por favor, me ajude a sair desta aflição!”. E então, o milagre aconteceu. Não podemos duvidar que Ele é “O Caminho, a Verdade e a Vida” e que somos, de fato, tão frágeis sem Ele.

 

 

*Wilson Aquino
Jornalista e Professor

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