Em Mato Grosso do Sul luta por igualdade no trabalho continua

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Em 1º de maio comemora-se o Dia do Trabalhador, um dia de gratidão àqueles que mantiveram seus empregos e também empreendimentos abertos em tempos tão difíceis de pandemia. Assim definiu o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), Paulo Corrêa (PSDB). “Esse é um dia importante para referendar quem trabalha por esse país dá o sangue por essa nação ser o que ela é. Registro meu respeito e consideração nesse dia, por todos mantêm o Brasil essa grande potência”, disse o presidente.

Mato Grosso do Sul iniciou 2020 com 107 mil desempregados, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua-Trimestral (PNAD-T), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Os dados são referentes ao primeiro trimestre do ano passado e consideram a parcela populacional com mais de 14 anos. Depois de março, já com a pandemia da Covid-19 impactando, acentuadamente, os diversos setores da sociedade, o IBGE não disponibilizou números relativos ao estado.

Mesmo ainda sem os efeitos da pandemia, o resultado do primeiro trimestre de 2020 já superava em 15% o dos últimos três meses do ano anterior, quando Mato Grosso do Sul contabilizava 93 mil desempregados. No entanto, na comparação com igual trimestre de 2019 (com 135 mil pessoas desempregadas), houve melhoria no quadro de empregos no estado no período anterior à pandemia. Quando o IBGE divulgar novos dados será possível verificar a situação do mercado de trabalho durante o restante do ano passado e neste ano.

De acordo com a assessoria, outros dados da PNAD mostram a continuidade da desigualdade de gênero no mercado de trabalho em Mato Grosso do Sul. Dos desempregos no primeiro trimestre de 2020, 47 mil eram homens e 60 mil, mulheres.

Além de representarem parcela maior das pessoas que perderam seus empregos, as mulheres também ganham menos que os homens. Ainda conforme a PNAD, o rendimento médio das sul-mato-grossenses era, no primeiro trimestre do ano passado, de R$ 1.814,00. Já os homens recebiam, no mesmo período, o valor médio de R$ 2.520,00. O salário dos homens é, assim, 47% maior que o das mulheres, na comparação com os primeiros três meses de 2019, o rendimento médio dos homens aumentou 4,08% e o das mulheres caiu 1,7%. Saiba mais sobre esses dados clicando aqui e também neste link aqui.

Os dados acima não são animadores para o público feminino. Há muito o que mudar, segundo a jornalista Jacqueline Bezerra Lopes, servidora em gabinete parlamentar na ALEMS. “Nas relações trabalhistas o machismo é escancarado e digo, ainda, cultural. A maioria das mulheres tem mais tarefas que os homens, mesmo se ganha salário igual ou maior. A não participação feminina nos espaços de poder acaba por enfraquecer qualquer luta. Mulher não é igual ao homem, geralmente ela abre mão de alguma coisa importante pra ela se quiser ter reconhecimento financeiro profissional. Nessa pandemia então vi nas redes sociais várias reflexões que o homem se reinventou, já a mulher diz que sentiu solidão e exaustão”, argumentou Jacqueline.

Em março deste ano foi aprovado no Congresso Nacional o Projeto de Lei da Câmara 130/2011, que combate a desigualdade salarial entre homens e mulheres, estabelecendo multas às empresas que pagarem salários diferentes para as mesmas funções. O projeto aguardava sanção presidencial de Jair Bolsonaro, mas o presidente da Câmara, deputado Arthur Lira, solicitou à Presidência da República a volta do projeto para alterações. Bolsonaro chegou a dizer temer que as empresas não contratassem mulheres, o que as prejudicaria no mercado de trabalho. Acompanhe mais pela Agência Senado clicando aqui.

A ALEMS conta com a Comissão de Trabalho, Cidadania e Direitos Humanos, que analisa o mérito de proposições que dispõem sobre os direitos dos povos indígenas, da criança e do adolescente, do idoso, do negro e da mulher. Os integrantes do grupo de trabalho também analisam matérias relacionadas à Segurança Pública, sistema penitenciário, defesa e garantia dos direitos do cidadão e, ainda, questões referentes à defesa do consumidor e demais assuntos relacionados às relações de trabalho.

 

 

Fonte: CapitalNews

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