Ex-jogador do URSO de Mundo Novo é professor em projeto esportivo na capital paulista

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Rocha, aos 36 anos, trabalhando com alunos entre oito e 16 anos (Foto: Reprodução)

Jandaia Caetano –

O ex-atleta Evandro Rocha está há três anos no Clube da Comunidade São Januário, bairro da Zona Sul da capital paulista. Em tempos de pandemia, o presidente do clube, Edmar ‘Mazinho’  Silva, recebeu autorização para a volta dos treinos, com número reduzido de alunos.

A história de Evandro de Oliveira Rocha com Mundo Novo remonta ao ano de 2004. Após passagem pelas categorias de base do São Paulo e do São Caetano , o lateral-direito desembarcou no Mato Grosso do Sul, aos 20 anos, para representar o União Recreativo Social Olímpico no Campeonato Estadual da Série A.

Na febre dos pontos corridos no país, o Sul-Mato-Grossense aderiu à fórmula e após 18 rodadas o URSO de Mundo Novo terminou em 6º lugar dentre os dez clubes. No ano seguinte, também por pontos corridos, chegaria em 4º lugar, na melhor posição do clube na Série A do Estadual.

Rocha ainda jogou por Marcílio Dias (SC) e Guariba, do interior paulista. Decidiu continuar trabalhando com o esporte e esteve em academias como instrutor, mas se encontrou mesmo ministrando aulas para crianças de 08 à 16 anos na Escolinha de Futebol do CDC São Januário.

Grama Sintética e aulas gratuitas

Desde 2008 a escolinha do bairro se tornou CDC. Com este ‘selo’, a prefeitura oferta um campo com grama sintética ao clube, por ser considerado um projeto social. As aulas são gratuitas e, segundo Rocha, a renda vem de várias ações, dentre elas o aluguel do horário do espaço para atividades fora da escolinha.

“Em julho me formo em Educação Física e pra mim foi uma alegria muito grande passar por Mundo Novo. Aprendi muito e hoje consigo passar o que sei para meus alunos”, comentou o ex-atleta.

O São Januário recebeu recentemente, o ex-jogador do São Paulo Fábio Simplício, para conversar com os alunos. Ainda enviou dois atletas para o Sub 15 do Rio Branco, de Americana. “Queremos formar o cidadão, mas podemos também formar um atleta”, completa Rocha, com o mesmo entusiasmo e sonho de 2004.

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