Palmeiras perde e dá adeus ao sonho do bicampeonato mundial; derrota fica longe de ser vexame

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Uma hora um time mexicano chegaria em uma final mundial: aconteceu (Imagem - NOUSHAD THEKKAYIL/EFE/EPA )

Confira também saga dos mexicanos para chegar a sua primeira final

Jandaia Caetano –

Palmeiras não jogou bem e foi derrotado na semifinal do Mundial de Clubes no Catar. Com a derrota o clube dá adeus ao sonho do bicampeonato mundial. Na próxima quinta-feira (11), o clube disputa a decisão do 3º lugar, contra o perdedor de Bayern de Munique x Al Ahly.

O time mexicano do Tigres começou melhor, mas viu o Palmeiras comandar o jogo dos dez aos 30 minutos. O Tigres voltou a ser melhor nos 15 minutos finais da primeira etapa. Continuou assim no 2º tempo e fez 1×0, após pênalti de Luan em González – após boa joga trabalhada e bola enfiada. O francês Ginac bateu e fez, aos oito. O Verdão tentou, teve duas boas chances, mas não conseguiu chegar ao gol.

Derrota do Palmeiras não é um vexame; quinta vez em 11 anos para times da Libertadores

Das últimas 11 edições do Mundial de Clubes, esta é a quinta vez que um time da Libertadores fica de foram da final. A derrota está longe de ser considerado um vexame.

As do Internacional em 2010, para o Mazembe (Congo), e a do Atlético-Mg em 2013, para o Raja Casablanca (Marrocos), em 2013, sim. Era novidade. Depois disto, o Atlético Nacional em 2016, para o Kashima Antlers (Japão), e o River Plate em 2018, para o Al Ain (Emirados Árabes), também caíram.

Se o forte River, com um futebol empolgante, caiu para um time da Ásia, porque a queda do Palmeiras para um clube mexicano seria vexame? O preço da nova realidade está aí. O futebol da América do Sul está nivelado com o resto do mundo – exceto a Europa, claro.

A derrota é a terceira apresentação consecutiva, em jogos que realmente valiam o time verde, com um futebol modesto. Foi assim na partida de volta da Libertadores contra o River, na final contra o Santos e na partida deste domingo. A esperança é verde, mas a ‘sorte’ têm várias cores.

Primeiro mexicano em uma final de Mundial

O Tigres fez história e se tornou o primeiro do seu país, e da Concacaf (América Central, do Caribe e do Norte), a chegar a uma final de Mundial.  Nesta temporada, o Tigres conquistou a sua primeira Copa dos Campeões. Na sua história são sete títulos mexicanos.

Uma longa caminhada ocorreu até aqui. Tudo começou com a Copa Intermericana, onde os campeões da Libertadores e da Copa dos Campeões se enfrentaram, a partir de 1.968. Na quinta edição, o América, do México, venceu. O ‘combinado’ de que o campeão disputaria o Intercontinental (mundial) de Clubes não aconteceria. A final entre Boca Juniors x Liverpool nem aconteceu – por falta de calendário – mas ali se viu que os mexicanos não teriam vez por esta via.

A esperança voltou com o Mundial de 2000, organizado pela Fifa. Na sua 17ª edição, o Tigres é o precursor. A supremacia é tanta na Concacaf que as últimas 15 Copa dos Campeões foram vencidas por times do México. Destas, em dez edições houve uma final mexicana.

Na Libertadores:  19 participações e três vice-campeonatos. Na Interamericana (já extinta), três títulos em 18 participações – quatro da Concacaf (a última, em 98, teve título americano).

 

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