Bomba, pedrada e futebol medíocre: São Paulo empata pelo Brasileirão

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Reinaldo teve mais uma atuação abaixo do esperado para quem era apontado para a Seleção Brasileira (Foto: Marcos Ribolli/Globo)

Jandaia Caetano –

O São Paulo empatou com o Coritiba na noite deste sábado e perdeu a oportunidade de retomar liderança do campeonato Brasileiro de Futebol. O Tricolor saiu na frente aos 16 minutos do 2º tempo, mas o Coxa empatou aos 34: 1×1.

A partida mostrou a situação dos dois clubes. O São Paulo com atletas sem confiança, se escondendo e só tocando de lado. Claramente, com dificuldade técnica e psicologia. Principalmente após a emboscada que o ônibus do clube sofreu quando se dirigia ao Morumbi.  Quatorze ‘marginais’ foram presos. Houve bomba e pedradas.

Com Gabriel sara sentindo um mal estar no aquecimento, o técnico Fernando Diniz optou pelo Tchê Tchê. O time foi sonolento no primeiro tempo. O Coritiba também mostrava porque está virtualmente rebaixado. Além de vários desfalques no Departamento Médico, os erros técnicos se acentuavam. Uma chance clara para o São Paulo e duas para o Coritiba foi tudo o que o 1º tempo mostrou.

2º tempo e a fragilidade são-paulina

Na 2ª etapa, Diniz veio com Pablo no lugar do ‘sonolento’ Brener. A alteração de tirar Bruno Alves e colocar Vitor Bueno foi feita novamente. O São Paulo fez 1×0, com Luciano, aos 16, sem jogar bem. Teve chances para fazer o segundo, mas foi incompetente.

Mesmo vencendo o Tricolor oferecia contra-ataques para o visitante. Aos 34 minutos, Arboleda opta por afastar para área ao invés de dar combate no veterano Ricardo Oliveira. Ele achou Sarrafiore dentro da área, que empatou a partida.

Análise: velhos erros e as mesmas preferências

Fernando Diniz tem dois ‘xodós’ dentro do elenco. Pablo e Tchê Tchê. Os dois até iniciariam no banco de reservas, mas Gabriel sara sentiu no aquecimento. Ele encaixa o volante e deixa seus meias, ou atacantes pelo lado, no banco. Na volta do intervalo Vitor Bueno entra. Seria simples se fosse no lugar de Tchê Tchê. Mas ele tira Bruno Alves e já deixa um time frágil defensivamente ainda mais exposto.

O São Paulo faz 1×0 e uma opção seria colocar Rodrigo Nestor no lugar do seu ‘pupilo’. UM volante-volante. Ou reorganizar a zaga e voltar Luan no meio. Diniz optou por deixar o São Paulo oferecendo contra-ataque para um time que não quer mais nada no campeonato; e sofreu o empate.

A mão a palmatória (parcial) foi a entrada de Pablo. Carneiro tem dificuldades técnicas, mas é bom na bola área. Pablo não está indo bem nem por baixo, nem por cima. Não foi de todo mal. Apertou a marcação dos zagueiros e ajeitou a bola do gol de Luciano. Mas ainda é muito pouco para um atleta que foi contratado em 2019, tem 28 anos e custou quase R$ 30 milhões.

Outras avaliações individuais passam por Daniel Alves que se escondeu do jogo e só apareceu no intervalo entre os gols do jogo. Luan que foi bem de volante e mal de zagueiro. Aprovação somente para Arboleda e Luciano. Juanfran, melhor jogador do time nas últimas rodadas, errou muito.

Definitivamente, o torcedor tricolor sonhar com título é inocência ou excesso de confiança (se é que as duas definições não são sinônimas). Com o futebol apresentado Fernando Diniz corre sim risco de demissão. Difícil acreditar até em permanência do clube no G-4.

Quanto ao Coritiba mostra bem a sua situação. Um time medíocre na atitude. Fez o gol do empate em um contra-ataque e depois continuou atrás, como se o empate fosse bom para o Coxa. Ao final da partida, atletas comemorando o resultado. Um, sem o menor pudor, de joelhos e erguendo as mãos para o céu. O Coritiba tem apenas 27 pontos, em 18º, a cinco do Bahia e com dois jogos a mais. A comemoração do empate e a covardia de não buscar a vitória, a seis rodadas do final da competição, soa zombaria com o torcedor coxa-branca.

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