Paulo Lourenço é favorito para presidir a Câmara de Mundo Novo; Raul Amaducci é candidato

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Paulo e Gildo devem compor a 'nova' mesa: Cãmara devolveu R$ 166 mil nos últimos dois anos (Foto: Gilmar Prado/Câmara MN)

Eliete Tell, a Neguinha do PT, será a única mulher no parlamento; confira histórico feminino na ‘Casa’

Jandaia Caetano – 

A Câmara Municipal de Mundo Novo terá mais uma legislatura iniciada a partir da próxima sexta-feira (1º), com a cerimônia de posse dos onze escolhidos para o quadriênio 2021/2024.

O evento ocorre no Centro Conviver Daudt Conceição e será iniciado com a escolha da mesa diretora que comandará a Câmara Municipal. A eleição da ‘Casa’ começará sob o comando do vereador eleito Evaldo Carlos (PSDB). Evaldo, dos eleitos, é o de mais idade, e por isto inicia os trabalhos.

Na sequência será escolhida a Mesa. Dois são candidatos à presidência: Paulo Lourenço (PSD) e Raul Amaducci (PT). ‘Paulão’ é o favorito, pois conta com o apoio dos vereadores do PSDB, MDB e do companheiro de partido Gerson ‘Piscuila’.

Com nove dos onze candidatos, Paulo Lourenço deve ter Kaudi Filho (PSDB) como vice-presidente, Gildo Amaral (PSDB) como 1º secretário e Jeferson ‘Pinduca’ como 2º secretário. Devem votar ainda no atual presidente: Jader Moreira (MDB), Evaldo Carlos (PSDB), Gessé Ferreira (PSDB) e Richardson Prates (PSDB).

Eliete Tell, a Neguinha do PT, comentou que o diretório municipal do partido orientou a apresentação da candidatura de Raul Amaducci a presidência da Câmara. Neguinha é a única mulher eleita para a próxima legislatura.

Participação feminina pequena no parlamento municipal

A Câmara Municipal de Mundo Novo tem um histórico feminino acanhado, mas marcante. Na primeira legislatura, Alaide de Sá (Tia Laide) foi uma entre os sete parlamentares eleitos em 1.976, na ocasião pela Arena.

Na eleição legislativa de 1.982, Argenides Rocha (PDS) foi a representante feminina dentre os 11 escolhidos. Em 88, 92 e 96 nenhuma eleita diretamente. Após 12 anos (em 2.000) e três legislaturas, a Câmara teve duas mulheres eleitas na virada do século: Jacira das Graças (a mais votada do pleito) e Eliete ‘Neguinha’, ambas do PT. Jacira faleceu em 2002 e Vânia Parize (também do PT) assumiu.

Em 2.004, as duas vereadoras do PT se reelegeram. Em 2.008, mulher, só na suplência (Neguinha assumiu no final da legislatura). Nestes dois últimos pleitos, apenas nove vagas constituídas.

Nas últimas três eleições, 11 vagas para vereador e a volta ininterrupta da representação feminina. Em 2.012, vitória de Fernanda Cedaro (PP) – que renunciou em agosto de 14 e foi substituída por Nilva Ramos (PRB). Em 16, eleitas Nilva (PRB) e Rosemeire de Moura (PT). Em 2020, Neguinha será a única vereadora na Câmara.

De Tia Laide a Neguinha são dez mulheres eleitas dentre 113 parlamentares. Como Neguinha foi vitoriosa pela terceira vez, são apenas oito mulheres que passaram pelo crivo das urnas. Tudo isto, em 11 legislaturas. Uma média baixíssima, de menos de uma mulher por quadriênio.

No executivo mundonovense, uma prefeita eleita (Dorcelina) em dez eleições diretas. Três vices (duas vezes Rosária e uma Vânia). A participação efetiva da mulher na política ainda tem um longo caminho a percorrer.

Nota do redator – Editado as 20h10 desta quarta-feira (30): o autor do texto não incluiu Argenides Rocha (PDS) eleita diretamente em 1.982 para a Câmara Municipal. O equívoco e a mudança decorrente deste lapso no restante do texto foi corrigido. Agradecemos a participação do professor Nivaldo Pires e Jailson Mello na correção e pedimos desculpas.

 

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