Filipe Luís, Thiago Silva e Paulinho fazem curso de treinador da CBF

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Filipe Luís e Thiago Silva agora são parceiros em sala de aula, por enquanto, apenas virtual — Foto: Pedro Martins / MoWA Press

Durante a pandemia, três jogadores da seleção brasileira na última Copa do Mundo começaram a formação de treinador no curso da CBF: Thiago Silva (36 anos), Filipe Luís (35) e Paulinho (32) estão tirando a Licença B, primeira etapa do processo que tem “A” e “Pro” como níveis mais avançados.

Dentre eles, o lateral-esquerdo do Flamengo é quem tem mais amadurecida a ideia de ser treinador no futuro. Quando ainda jogava no Atlético de Madrid, ele costumava se reunir com o amigo Tiago, ex-volante português e seu companheiro no clube espanhol, para analisar jogos e debater soluções.

– Tenho o sonho de ser treinador, um grande interesse, quis economizar tempo para quando eu parar de jogar. Além de aprender, compartilhar momentos com professores e alunos, fazer amizades. Apendi muito, inclusive com o analista do Athletico-PR, Caio Fonseca, um dos melhores. Foi uma experiência muito legal – disse Filipe ao blog.

Todas as aulas foram online por causa das orientações de distanciamento social. Isso permitiu aos três, em atividade, conciliar a agenda dos clubes neste 2020 de calendário ainda mais apertado, e acompanhar o curso. Nos casos de Thiago Silva, em sua primeira temporada no Chelsea, da Inglaterra, e Paulinho, no Guangzhou Evergrande, da China e, portanto, com fuso horário bastante peculiar, o modo virtual foi fundamental.

Os três sabem, entretanto, que terão de cumprir uma etapa presencial quando as agendas e a vacinação permitirem, para, enfim, obter a Licença B.

– A intenção é a busca de novos conhecimentos dentro do futebol, através de profissionais capacitados. Com didática e experiência, eles transmitem ensinamentos importantes para a profissão de treinador. Apesar da distância e do fuso horário, foi uma grande decisão – afirmou Paulinho.

Ao site da CBF, Thiago Silva disse não estar certo de que assumirá a função de treinador, mas ressaltou a importância de estar preparado para isso desde já. Curiosamente, em entrevista a este blog, o técnico Sylvinho, auxiliar na Seleção entre 2016 e 2019, portanto companheiro de trabalho do trio, revelou aconselhar atletas da atualidade a fazer o curso enquanto jogam (leia a entrevista de Sylvinho).

– Eu tive uma experiência pessoal, não é uma regra, mas jogávamos no Celta cinco brasileiros e cinco argentinos. Esses argentinos, uma vez por semana, iam para Corunha fazer o curso de treinadores da Uefa. Eu tenho relação com alguns jogadores brasileiros em atividade e acredito que isso está mudando, que haverá uma próxima geração de técnicos brasileiros com mais força. É uma questão de estar mais bem informado, da aceitação de trabalhar no futebol. Hoje, se tenho intimidade com esse jogador e ele está na dúvida sobre fazer o curso, eu digo: “Faça”.

Fonte: G1

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