A Força Nacional começa nesta quinta-feira (24) a missão de apoio ao governo do Mato Grosso no combate aos incêndios no Pantanal. A operação vai até 23 de outubro. O envio da Força Nacional atende ao pedido do governador do Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM).
Os agentes chegam em um momento em que o Pantanal atinge o recorde histórico de queimadas em um mês. Dados registrados pelos satélites do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais apontam que na quarta-feira (24) o Pantanal registrou 6.048 focos de incêndio, maior marca para um mês na série histórica iniciada em junho de 1998.
O número de focos de incêndio no Pantanal entre janeiro e agosto deste ano equivale a tudo o que queimou no bioma nos seis anos anteriores, de 2014 a 2019.
Os dados revelam que, entre janeiro e agosto, foram registrados pelos satélites do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) um total de 10.153 focos de incêndio no Pantanal, bioma que soma 150 mil quilômetros quadrados, localizados nos Estados do Mato Grosso (35%) e Mato Grosso do Sul (65%). O número de focos supera os 10.048 pontos de queimadas contabilizados pelo Inpe entre 2014 e 2019.
Um incêndio está queimando desde meados de julho nas remotas áreas úmidas do Pantanal, no centro-oeste do Brasil. Uma equipe de veterinários, biólogos e guias locais chegou no final de agosto para percorrer a esburacada estrada de terra conhecida como Rodovia Trans-Pantanal em picapes, tentando salvar o que animais feridos pudessem. Onças-pintadas vagavam pelo deserto enegrecido, disseram, morrendo de fome ou com sede, com as patas queimadas até os ossos, os pulmões enegrecidos pela fumaça.
Os incêndios estão ameaçando um dos ecossistemas de maior biodiversidade do planeta, dizem os biólogos. O Pantanal abriga cerca de 1.200 espécies de animais vertebrados, incluindo 36 ameaçados de extinção. Em toda esta paisagem geralmente exuberante de 150.000 quilômetros quadrados no Brasil, pássaros raros voam e a mais densa população de onças-pintadas do mundo




