Cabe à História e os dados apontar se Bolsonaro errou, diz Mandetta

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Mandetta comandou a pasta por 1 ano e 4 meses - Foto: Arquivo

“Discordamos, porque ele [Bolsonaro] tinha uma visão mais difícil para eu entender e a minha posição era mais difícil para ele entender. Nessa questão, ele entendeu que tinha necessidade de nomear outra equipe dentro do ministério”, avaliou.

Questionado se o presidente errou ao não ouvir suas avaliações da pandemia e decidiu demiti-lo, Mandetta evitou criticar Bolsonaro diretamente. “Não cabe a mim dizer isso, cabe à História, à evolução dos dados. Essa é uma opção que ele fez e não pode ser tratada de uma maneira maniqueísta”, opinou.

O ex-ministro destacou que seu plano de combate à pandemia priorizava a defesa da vida, a ciência e a defesa do Sistema Único de Saúde. “Esse número de mortes não é só um número, tem pessoas ali. Assim como o SUS não é só a emergência lotada, ele pactua diferentes políticas para diferentes regiões”, explicou.

Sem citar o nome do primo – o prefeito de Campo Grande Marcos Trad (PSD) –, o ex-ministro elencou Campo Grande entre cidades e estados que tomaram medidas importantes contra a pandemia. “Curitiba [PR], por exemplo, é uma cidade que tem um sistema de saúde forte há muito tempo e agora com a Covid-19 está indo relativamente bem. O Rio Grande do Sul fez um plano e exportamos esse modelo Brasil afora. Temos a minha Campo Grande, que tem baixo número de casos e expandiu o número de leitos”, avaliou.

Ele voltou a reforçar a necessidade de seguir as recomendações das autoridades. “Quem dita essa velocidade de de transmissão é a sociedade, aderindo às recomendações, esse é um caminho. O outro é ver essa velocidade aumentando e aumentando e deixar o barco andar sem alertar. Vejo muita movimentação urbana apostando em algum fator sobrenatural para que o vírus não siga sua trajetória”, ressaltou.

Nos bastidores a informação é que Bolsonaro não era uma pessoa difícil de trabalhar. Segundo fontes, Mandetta não tinha incocomo com o presidente até se destacar na imprensa por conta da pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

* Colaborou Yarima Mecchi/CorreioDoEstado

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