Klopp diz não ter previsão para Van Dijk e assistirá mais jogos do Flamengo: “Análise amanhã”

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Klopp durante vitória do Liverpool sobre o Monterrey — Foto: REUTERS/Kai Pfaffenbach

Depois da suada vitória por 2 a 1 do Liverpool sobre o Monterrey na semifinal do Mundial de Clubes (veja os melhores momentos no vídeo acima), Jürgen Klopp concedeu entrevista coletiva para falar sobre o jogo e projetar o duelo contra o Flamengo na grande decisão do próximo sábado. O técnico alemão afirmou que ainda não sabe se vai pode contar com Van Dijk, que ficou fora nesta quarta por problemas de saúde.

– (Deixá-lo fora do jogo) foi uma decisão fácil porque ele não conseguiu treinar. Dois dias antes, passou alguns minutos em campo, depois que a imprensa saiu, mas saiu porque não estava se sentindo bem. Hoje de manhã não pôde treinar e não poderia jogar. Foi difícil a reposição, mas nos saímos bem. Não sei quanto tempo ele precisa para se recuperar, mas vamos aguardar.

Sobre o rival da final, Klopp observou o jogo “aberto” feito diante do Al Hilal na outra semifinal do torneio. Admitindo não ter vasto conhecimento sobre o Flamengo, ele programou para a quinta-feira uma análise detalhada de mais partidas.

– Jogo difícil, muito difícil. Assistimos ao jogo de ontem e vamos assistir a outros. Um jogo importante, mas não é só isso. Somos oponentes diferentes, mas é assim.

– Análise será feita amanhã às 17h. Vou fazer análise e pensar no nosso oponente. Só posso dizer agora com base em uma partida. Não posso falar mais, precisamos falar sobre três ou quatro jogos. A torcida deles está aqui fazendo festa, obviamente têm muitos aqui. Importante para eles, para nós também – completou.
Flamengo e Liverpool se enfrentam às 14h30 (horário de Brasília) do próximo sábado, no Catar. O jogo marca o reencontro das equipes 38 anos depois do primeiro título rubro-negro, com vitória por 3 a 0 sobre os Reds.

Veja outras respostas de Klopp na entrevista coletiva:
Jogo mais difícil que o esperado contra o Monterrey?
– Não ia ser diferente disso. Estamos aqui representando nossos países, nossos continentes, todos dão tudo de si e querem sucesso. O oponente fez a mesma coisa, lutou até o fim. Tivemos problemas antes da partida, na partida, mas os rapazes fizeram um trabalho excepcional. Henderson e Gomez juntos fizeram uma barreira defensiva forte. Partida foi boa, controlamos por um período. Tivemos contra-ataques, bolas longas, e Alisson para garantir nas defesas. Estou muito satisfeito com o desempenho. Sabia que seria duro, mas os rapazes foram bem.

Futebol das equipes no mesmo nível?
– Nunca tive dúvidas sobre isso. Por que pensaríamos que o futebol europeu está acima de todos? Não. Nunca se pode julgar uma equipe ou um jogador depois de uma partida. Contra o Al-Sadd eles (Monterrey) jogaram bem, têm bons jogadores. A equipe mexicana teve o domínio durante momentos cruciais. Trocavam entre quatro e cinco na zaga. Não causaram tantos problemas assim. Fizemos o que tínhamos que fazer. Não estamos aqui para mostrar que a Europa é mais forte que a América, que o México. Queremos disputar.

Gol no final da partida
– Eu estava temendo uma prorrogação. Tivemos que fazer algumas mudanças, tínhamos algumas opções. Queríamos até fazer outras mudanças, deixamos Bobby (Firmino) e Sadio (Mané) de fora porque nos dão oportunidade quando o jogo não está decidido. Firmino marcar foi ótimo, ajudou muito Mané, causou perigo ao adversário. Nós mantivemos o objetivo, insistimos, faz parte do jogo. Você não consegue planejar um gol assim. Foi lindo. Não vi a bola entrar pois tinha muita gente na frente. Vi a reação do goleiro. Foi ótimo.

Flamengo ter técnico europeu dificulta?
– Difícil, é claro, será a final. Não sei exatamente quem estará pronto na nossa equipe. Vi que o banco do Monterrey tinha 15 jogadores. Não sei quantos teremos contra o Flamengo, se vai ser time completo. Precisamos nos recuperar o mais rápido possível. Vimos que o Flamengo teve um jogo aberto, então vamos ver quem lida melhor com as circunstâncias e quem toma as decisões certas. Com o Jorge Jesus como treinador tem influência europeia. Portuguesa, pelo menos. Tem jogadores de qualidade. Se tivesse um técnico que não fosse europeu também seria difícil. Jesus teve muito sucesso em Portugal, está tendo no Brasil. Vamos dar tudo de nós e ver o que vai acontecer.

Salah teve dificuldades?
– Ele não recebeu a bola em condições (de fazer gol), caiu nos pés do Firmino no final. Salah recebe muita atenção. Jogou muito bem, estava marcado, sendo observado. Eu não ficaria confortável assim. Ele se saiu bem, ficou até o último minuto na área esperando a bola. Tentaram marcar com dois, marcação agressiva. É sempre assim. Estou muito feliz com o jogo dele.

Mané
– Não podemos exigir tudo do jogador o tempo todo, especialmente ofensivamente. Temos que usá-los como podemos. Tivemos a oportunidade de jogar com Sadio e Bobby por alguns minutos e foi bom para a gente. Tivemos um jogador decisivo (Firmino). A força dele, se sente à vontade em lugares confinados. Entra e marca. Já tinha feito gols parecidos com esse. Partida fantástica, estou muito feliz.

Possível chegada de Minamino, jogador do RB Salzburg
– É oficial? Não, então não posso comentar sobre isso, desculpa (risos). Está muito cedo. Se ele vier, ficaria muito feliz se pudesse usá-lo. Não é nosso jogador ainda.

Fonte: Globo.com

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