Deputados discutem segurança pública e reforçam pedido de investimento na fronteira

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Tema foi levantado na tribuna da Casa de Leis pelo deputado Professor Rinaldo

Por: Fernanda Kintschner   Foto: Luciana Nassar

Com mais de 250 assassinatos ocorridos em 2019 na fronteira entre Brasil e Paraguai, o pedido para reforçar a Segurança Pública foi novamente tema de discurso em tribuna na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS). Quem iniciou o tema foi o deputado Professor Rinaldo (PSDB), que nesta quarta-feira (11) lamentou mais uma morte, a de Alex Ziole Areco Aquino, de 14 anos, esquartejado na última quinta-feira no rodoanel de Ponta Porã – a 323 km de Campo Grande.

“São execuções com requintes de crueldade. O menino teve que cavar sua própria cova. A mãe, coitada, sequer pode ter o caixão aberto para sepultar o filho. Essas mortes estão extrapolando a razão humana. Ontem falamos sobre os 71 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos e vimos que está faltando o respeito ao próximo, às leis, à família. Hoje há apologia à agressividade, lamento profundamente”, ressaltou Rinaldo.

Pedro Kemp (PT) usou o microfone em aparte e disse que há casos que ferem a dignidade humana. “O mundo está de ponta cabeça. Hoje assisti ao jornal cedo e vi um caso de um aluno que se recusou a receber sua prova das mãos de uma professora negra. Foi filmado, virou uma confusão. Por isso precisamos fazer frente a qualquer tipo de violência, para mudarmos como sociedade”, considerou.

Para o deputado Zé Teixeira (DEM) falta respeito. “Os pais hoje não sabem onde estão os filhos. Se estão usando drogas ou não. Eles não respeitam os pais e não têm responsabilidades. Não respeitam as leis. Igual naquele baile funk, onde nove morreram e as mães nem sabiam onde os filhos estavam”, lamentou o deputado.

Já o deputado Cabo Almi (PT) ponderou quanto aos policiais que atuaram no baile funk de Paraisópolis (SP), o qual se referiu Zé Teixeira. “Imagino que alguém deve ter ligado para a polícia ir conter algum meliante, às 4h da manhã. Chegando lá, com pessoas drogadas, a reação é imprevisível. Infelizmente ocorreu uma confusão e pessoas pagaram com a vida, mas o final de ano a esses policiais já vai ser difícil. Devem perder a farda, sendo que saíram para servir e fazer o bem à população, mas esse trabalho tem disso, agora é só Deus e eles”, disse.

A polícia de Mato Grosso do Sul foi elogiada pelos deputados. Marçal Filho (PSDB) pediu mais investimento. “A situação em nossa fronteira não está diferente. O Governo Federal precisa olhar para cá e dar condições. Faço um apelo à nossa bancada federal para que venham mais recursos para o Estado preparar ainda mais a polícia e combater a violência na fronteira”, finalizou.

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