Reinaldo diz que dinheiro da Saúde beneficiará todos os municípios de MS

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Caravina assina documento no evento (Foto: Edson Ribeiro)

Ao lado do governador Reinaldo Azambuja (PSDB), o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, anunciou nesta segunda-feira (22.7), no Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo, a liberação de R$ 167 milhões para garantir o atendimento à população pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Reinaldo Azambuja destacou que esse dinheiro irá beneficiar a população de todos os municípios do Estado.

“Vocês viram aqui: R$ 167 milhões. Pulverizados pelos 79 municípios do Estado. Atendeu a [unidade] especializada, que é o Hospital Regional. Está atendendo a atenção básica. Está atendendo o combate à dengue. Está liberando as emendas parlamentares. Há quanto tempo estávamos esperando essas habilitações? Há muito tempo. São habilitações que nos ajudam muito e estavam travadas dentro do Ministério [da Saúde]. Mandetta, com a sua equipe destravou. Liberou os recursos para a Fiocruz que vai fazer um belíssimo trabalho também”, afirmou Reinaldo Azambuja.

Somente para habilitação de hospitais, Centros de Atenção Psicossocial, equipes multiprofissionais de Atenção Domiciliar e de Apoio, motolâncias e leitos foram destinados R$ 13 milhões para 13 municípios: Aquidauana, Caarapó, Campo Grande, Chapadão do Sul, Costa Rica, Coxim, Dourados, Miranda, Ponta Porã, Amambaí, Anastácio, Aquidauana e Três Lagoas.

Com 352 leitos, o Hospital Regional, na Capital, receberá R$ 13,4 milhões para reforma e ampliação. Também foram destinados R$ 78,1 milhões para a criação do Laboratório de Inovação na Atenção Primária e R$ 30,1 milhões para reforçar o atendimento na Atenção Primária.

O presidente da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul), Pedro Caravina, destacou as ações do governo Bolsonaro na área de saúde pública, mas aproveitou a oportunidade para cobrar atualização dos valores para manutenção do ESF (Estratégia Saúde da Família).

Segundo ele, isso mostra que o governo Bolsonaro e o Ministério da Saúde estão bem intencionados, com boa vontade de fazerem as coisas acontecerem nos municípios.

“Aproveito a oportunidade para lembrar que hoje os municípios deveriam gastar 15% obrigatórios com saúde, mas não existe quase nenhum deles que gasta  menos que 25%, nós estamos fazendo inclusive atenção especializada, estamos gastando muito com isso”, ponderou, acrescentando que o valor para manutenção do ESF nunca foi atualizado.

Caravina disse que as prefeituras, apesar das dificuldades decorrentes da crise e do encolhimento da receita, devido principalmente à queda do FPM (Fundo de Participação dos Municípios), são obrigas a custear as despesas do setor.

​“Hoje o município recebe de R$ 7 mil a 10 mil pelo ESF, mas na verdade gasta de R$ 40 a 50 mil para pagar médico, enfermeiro, dentista, auxiliar de enfermagem, enfim toda a equipe, que é  obrigatório, cobrou o presidente da Assomasul.

HOSPITAL REGIONAL 

Mandetta explicou que será a primeira reforma do Hospital Regional, um dos mais importantes do Estado. “O Hospital Regional é importante no sistema de Mato Grosso do Sul. Foi inaugurado, se eu não me engano, há mais de 25 anos. Nunca teve uma reforma do hospital até hoje: telhado, hidráulica, elétrica, adequações, que se fazem necessárias. Vamos dar esse primeiro passo de reformar para depois equipar”, afirmou.

O prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad, elogiou o trabalho dos ministros Mandetta e Tereza Cristina Corrêa da Costa (Agricultura), que também participou do evento, e agradeceu a parceria com o Governo do Estado. Já o presidente da Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul), prefeito Pedro Caravina, afirmou que sem os recursos que estão sendo liberados “seria ainda mais difícil fazer saúde público nos municípios”.

O Ministério da Saúde também está investindo R$ 9,5 milhões para ações de vigilância e assistência em saúde para combate à dengue em Campo Grande e usou R$ 970 mil para aquisição de caminhões de lixo para melhorias no sistema de manejo de recursos sólidos.

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