Após dois pedidos de habeas corpus negados, João de Deus passa 4ª noite preso por suspeita de abusos sexuais

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Após ter dois pedidos de habeas corpus negados, o médium passa a 4ª noite preso no Núcleo de Custódia do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital. Suspeito de cometer abusos sexuais durante atendimentos espirituais, ele nega os crimes.

João de Deus dormiu em uma cela individual, que possui 7,5 m², conforme informações da Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP). Durante o dia, ele retoma à convivência com outros quatro presos em outra cela um pouco maior, de 16m².

O médium teve a prisão decretada  a pedido da Polícia Civil e do Ministério Público Estadual de Goiás (MP-GO). Dois dias depois, ele se entregou aos Policiais em uma estrada de terra em Abadiânia, cidade goiana do Entorno do Distrito Federal onde ele atendia.

Polícia leva suposta vítima para fazer reconhecimento de quarto onde João de Deus teria abusado sexualmente de mulheres em Abadiânia, Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Polícia leva suposta vítima para fazer reconhecimento de quarto onde João de Deus teria abusado sexualmente de mulheres em Abadiânia, Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Desde a prisão do médium, a defesa tenta o habeas corpus de João de Deus. O último pedido havia sido feito ao Superior Tribunal de Justiça, mas ministro Nefi Cordeiro negou, na quarta-feira (19), a soltura do médium.

Entre as justificativas do magistrado para manter a decisão do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) está o fato de o médium permanecer “inicialmente sem ser localizado e a movimentação com urgência de altos valores é fato demonstrado, suficiente para a indicada conclusão de risco de fuga”.

Desde que o pedido da defesa foi negado, o G1 tenta contato com o advogado Alberto Toron, mas não recebeu retorno. No pedido de habeas corpus, a defesa alegou que João de Deus é primário, tem residência fixa, é idoso e possui doença coronária e vascular grave, além de ter sido operado de câncer agressivo no estômago. Além disso, ao ser preso, João de Deus negou, em depoimento à Polícia Civil, que tenha movimentado R$ 35 milhões nos últimos dias.

Situação atual

  • Médium é investigado por estupro, estupro de vulnerável e violação sexual mediante fraude;
  • Polícia Civil colheu depoimentos de outras 15 mulheres e aguarda ouvir mais uma.
  • Há relatos de supostas vítimas de seis países e vários estados brasileiros;
  • MP e polícia também querem apurar denúncia de lavagem de dinheiro;
  • Não há pedido para suspensão do funcionamento da Casa Dom Inácio de Loyola.
Vídeo mostra quando dinheiro é encontrado na casa de João de Deus — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Vídeo mostra quando dinheiro é encontrado na casa de João de Deus — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Denúncias

O jornal “O Globo”, a TV Globo e o G1 têm publicado nos últimos dias relator de dezenas de mulheres que se sentiram abusadas sexualmente pelo médium. Os casos vieram à tona no programa Conversa com Bial de 7 de dezembro. Não se trata de questionar os métodos de cura de João de Deus ou a fé de milhares de pessoas que o procuram.

Desde então, o Ministério Público e a Polícia Civil de Goiás começaram a investigar as denúncias. Na terça-feira (18), policiais apreenderam, recibos de faculdades, além de uma caixa com mais de R$ 400 mil e seis armas na casa dele, em Abadiânia, no Entorno do Distrito Federal.

Na quarta-feira (19), policiais levaram uma das mulheres que relata ter sido vítima do médium até a Casa Dom Inácio de Loyola, onde o médium realiza os atendimentos, para fazer um reconhecimento e apontar como o crime teria acontecido. Eles ficaram cerca de 20 minutos no local.

Fonte: Globo.com

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