Coronel David reclama de isolamento e cogita deixar PSL se Bolsonaro sair

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David ao lado do ex-presidente da sigla em MS, Rodolfo Nogueira (Foto: Reprodução/Facebook)

Precursor da onda Bolsonaro em Mato Grosso do Sul, deputado estadual Coronel David se queixou de isolamento na direção estadual do PSL e ameaça acompanhar Jair Bolsonaro, caso ele decida trocar de legenda.

David falou sobre a “difícil convivência” no partido, mas garantiu continuará atuando em prol dos interesses da sigla, presidida atualmente pela senadora Soraya Thronicke. “Os interesses do governo brasileiro estão acima de qualquer tipo de picuinha e quem entra na política tem que saber diferenciar isso”, declarou durante a sessão desta terça-feira (30).

O parlamentar esteve reunido com Bolsonaro na última quinta-feira (25), onde participarou, dentre outras agendas, de café com jornalistas e de almoço no tradicional ‘bandejão’ do Palácio do Planalto, ao lado do chefe do Executivo Nacional e outras lideranças.

David ao lado do ex-presidente da sigla em MS, Rodolfo Nogueira (Foto: Reprodução/Facebook)

No encontro, conta, conversaram sobre a situação da legenda no estado, mas evitaram tratar de eventual troca de comando, garante. “Não entramos nesse mérito porque acho inadequado tocar nesse assunto agora porque a gente reacende uma disputa que está cada vez menor. Acho que a gente vai buscar um entendimento e ver o que acontece”, minimiza.

Se ele sair, eu saio junto

David também revelou, no entanto, que sua permanência no partido está diretamente condicionada a figura de Jair Bolsonaro, o que foi comunicado ao presidente na ocasião. “Minha permanência vai depender da permanência dele. Se ele continuar, eu continuo. Se ele sair, eu saio junto”, garante.

Questionado sobre rumores de que Bolsonaro pode deixar o PSL, David é reticente, mas revela descontentamento dele com mudanças regionais da legenda em alguns estados. “Ele se sentiu desconfortável de ver várias lideranças diretamente ligadas diretamente a ele serem substituídas, sem nem ao menos ele saber o motivo e ter sido informado antecipadamente”, narra.

Não necessariamente seria o caso de Mato Grosso do Sul, esclarece. “Não foi uma questão só de Mato Grosso do Sul, foi uma questão que aconteceu em outros estados e realmente acaba gerando um desgaste que não é bom”, analisa.

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