4 maiores mitos sobre finanças pessoais

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Alguns mitos insistem em prevalecer na mente das pessoas e servem como sustentação para que elas não tenham coragem de investir nos próprios sonhos. Muitos deles acabam até mesmo passando de pai para filho, como certezas de impossibilidades. Não são poucas as pessoas que se sentem incapazes de comprar a casa própria, fazer uma viagem para a Europa e até mesmo ter uma reserva financeira sólida. Para elas, a lógica é que com um salário apertado para pagar as contas básicas é improvável ter conquistas tão grandes e caras como essas.

Como surgem os mitos? – É natural ter dúvidas sobre as possibilidades de investimento e a viabilização de projetos. O que não é indicado é que antes de procurar informações se crie
uma barreira para tudo que possa surgir. Muitas vezes as pessoas estão apenas reproduzindo conceitos ultrapassados e falhos que não condizem com nossa realidade atual. É bem provável que era bem mais difícil para um senhor de idade, conseguir um financiamento para casa própria há trinta anos, mas hoje são inúmeras as possibilidades e incentivos para que ele seja realizado, apesar da crise. Nos anos de 1970 houve um grande

incentivo para a poupança e no meio de várias crises dos anos 1980 ela só voltou a ter gás depois em meados dos anos 2000. Mas hoje, além da boa e velha poupança disponível até mesmo para quem não tem renda comprovada, há muitas outras possibilidades de aplicações com rendimentos variados, onde um deles pode se encaixar com o seu perfil.

Assim como as passagens aéreas que se tornaram mais populares, com compras parceladas ou feitas com antecedência e com um ótimo desconto. Em muitos casos, é muito mais em conta viajar de avião no Brasil do que de ônibus rodoviário. As variações da economia brasileira foram mudando o perfil das finanças pessoais e da capacidade para se obter conquistas financeiras. Mas é fato que apesar de todas as dificuldades, é muito mais fácil se planejar hoje em qualquer outra década. O que impacta diretamente nos mitos que se perpetuaram de pai para filho, baseados em realidades muito diferentes das que vivemos nos dias de hoje.

A tecnologia é uma das principais causadoras em acelerar essas mudanças. Ela democratizou as informações e a comunicação, oferecendo a qualquer pessoa um amplo mundo de possibilidades. Listamos abaixo alguns mitos muito conhecidos e que devem ser revistas agora mesmo:

1 – Acreditar que cartão de crédito é um grande inimigo – O risco de se endividar com
cartões de crédito é grande. E os juros são os maiores do mercado financeiro. Mas cartão
de crédito não é um vilão das finanças e sim uma possibilidade de realizar compras
imediatamente, mesmo sem ter dinheiro em mãos no momento. Tudo é uma questão de
controle e equilíbrio nas contas.

Mesmo com um valor alto de limite, não significa que ele deve ser gasto integralmente todos
os meses. Esse limite pode ser gasto com compras parceladas de algo que realmente seja
necessário e esteja com um bom preço dividido, mas do contrário deve se manter intacto o
máximo possível.

Os gastos com cartão de crédito devem fazer parte do orçamento e ser estipulado um valor
máximo mensal para seu uso. Inclusive, para que ele deve ser usado, já que tudo pode
impactar no orçamento definido. O grande problema dos cartões de crédito são as pessoas
que fazem compras compulsivas e descontroladas, que se surpreendem quando a fatura chega. Sinônimo de dívidas intermináveis e crescentes em alta velocidade, são o sinal claro de quem não possui maturidade financeira para usar o cartão.

2 – Só dá para poupar o que sobra no final do mês – Quem sabe planejar suas finanças sabe que não há sobras no fim do mês, tudo é sabiamente calculado e dividido. Dessa forma, é só pegar o valor líquido dos rendimentos e dividi-los em porcentagens cujas partes são divididas entre as contas da casa, as despesas, o lazer e os investimentos. Dessa forma, qualquer possível sobra pode ser acrescentada no valor já separado do valor a ser investido.

3 – O mito de que é impossível economizar estando endividado – Quando o dinheiro está todo comprometido para pagar as contas e as dívidas, parece impossível economizar. Mas esse mito só é válido para quem acredita que só é possível economizar quando sobra dinheiro. O planejamento das finanças pessoais incluem porcentagens distintas sobre cada tipo de gasto, como um valor máximo para aluguel de imóveis, contas básicas, lazere para investir. Ou seja, depositar religiosamente uma quantia fixa mensal faz parte de uma obrigação financeira, com o valor comprometido e imaculado.

4 – Quem investe é porque tem muito dinheiro – Quem ouve falar em divisão dos rendimentos em porcentagens acredita que é impossível atingir essas metas quando há mais contas que dinheiro para pagar. Se isso está acontecendo é preciso reformular seu estilo de vida e identificar onde é possível enxugar os gastos ou se readaptar a uma nova realidade. O que acontece é que as pessoas insistem em manter hábitos que vão além de suas condições, o que só as torna endividadas e frustradas. Mas quando se reavalia tudo o que se consome, é possível encontrar onde dá para fazer cortes ou mudar.

Fonte: Organizze.com.br. Disclaimer: A informação contida nestes artigos, ou em qualquer
outra publicação relacionada com o nome do autor, não constitui orientação direta ou
indicação de produtos de investimentos. Antes de começar a operar no SFN – Sistema
Financeiro Nacional o leitor deverá aprofundar seus conhecimentos, buscando auxílio de
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